Japan Sinks: diretor de ‘DEVILMAN crybaby’, Masaaki Yuasa trabalha em novo animê para a Netflix

Obra de ficção científica foi publicada originalmente nos anos 1970.

Responsável por DEVILMAN crybaby, um dos animês mais comentados do ano passado, Masaaki Yuasa abraçará agora mais um projeto com distribuição mundial pela Netflix. Chamado de Japan Sinks (Nihon Chinbotsu, no original, algo como “Japão afundando”), a nova série tem previsão de estreia marcada para 2020, adaptando uma novel escrita em 1973 (sim, mais uma atualização de um produto antigo pelas mãos de Yuasa com grande potencial de hit).

Com um total de 10 episódios, a história vai rearranjar os acontecimentos da obra original de Sakyo Komatsu, que se passava nos anos 1970, transpondo agora para um cenário pós Olimpíadas de Tóquio em 2020. O enredo apresenta um Japão que sofre com uma série de desastres naturais, onde acompanhamos os irmãos da família Muto, Ayumi e Takeshi, buscando escapar de um grande terremoto que abala a capital. Os tremores, que também atingem ilhas remotas, provocam ondas de erupções vulcânicas no território japonês, movendo uma equipe de cientistas que busca alertar o governo do perigo de todo o país afundar em breve.

Mimori Komatsu, um dos filhos do autor da novel, comentou que os espectadores de todo o mundo poderão apreciar esse novo trabalho como algo que faz pleno uso de todas as técnicas da animação japonesa – e sabemos que o diretor Yuasa é reconhecido por seu estilo muito próprio, algo que também pode ser visto em obras como Mind Game ou Ping Pong – The Animation. Komatsu também cita, em matéria publicada pelo Comic Natalie, o desejo de que quem assista absorva mensagens de “aviso para um desastre” ou sobre a “criação de um futuro pós-crise”.

O que é um país? O que é um japonês? O que é determinado pelo ambiente em que você nasceu? Não foi tudo decidido? Vou pôr esse trabalho como um desafio a responder os pensamentos que tinha desde criança. Nos concentraremos em uma família que evacua de um desastre natural ocorrido no ano olímpico, com relação à existência da nação, das pessoas que estavam nela e que eles conhecem. Fique atento!” – comentou o diretor Masaaki Yuasa.

Japan Sinks – Imagem teaser de divulgação.

A produção, claro, acontece pelo estúdio do próprio Yuasa, o Science SARU, onde também nasceu o DEVILMAN crybaby. Os roteiros são escritos por Toshio Yoshitaka, que já trabalhou para Sazae-san (um animê histórico no Japão, no ar há décadas) e também em vários episódios de Dragon Ball Super (versatilidade que chama?). A música da série tem um parceiro corriqueiro do diretor, o músico Kensuke Ushio, que compôs para Ping Pong – The Animation e DEVILMAN crybaby. O visual dos personagens é cortesia de Naoya Wada, animador chave de filmes do Ghibli e do Ponoc, como As Memórias de Marnie e Mary e a Flor da Feiticeira, além de ter dirigido a animação de dois episódios de DEVILMAN crybaby. Tá tudo “em casa”.

Como a obra original é de 1973, é claro que houve outras adaptações antes desse animê. Japan Sinks ganhou um filme live-action ainda no ano de publicação do livro, e em 1975 virou uma série de TV no Japão, também em live-action. Nos anos 1970, Takao Saito, autor do clássico Golgo 13 (que teve edições especiais publicadas por aqui pela Conrad) também fez uma versão em mangá da história.

Japan Sinks voltou aos holofotes na metade dos anos 2000, com mais um filme live-action em 2006, dirigido por Shinji Higuchi (um dos fundadores do Gainax e responsável também pelo filme Godzilla Resurgence). No mesmo ano, começou outra adaptação em mangá, dessa vez desenvolvida por Tokihiko Ishiki nas páginas da revista Big Comic Spirits, rendendo 15 volumes encadernados.

[Via Comic Natalie]

 

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