imagem: cena de Digimon Ghost Game

Toei Animation: Ataque hacker sofrido pelo estúdio foi feito por ransomware

Ataque aconteceu no início de março, causando adiamento de quatro animês — que retornam ainda neste mês de abril.

Foi divulgado pela NHK nessa quinta-feira, dia 7 de abril, que, de acordo com fontes da Toei Animation, o ataque hacker sofrido mês passado pelo estúdio foi feito através de um ransomware.

Segundo a fonte, o impacto ainda está ocorrendo, mas a Toei está trabalhando para retornar as coisas ao normal. No entanto, os detalhes ainda estão sendo investigados e não há certeza se tudo que foi perdido poderá ser restaurado. O filme Dragon Ball Super: Super Hero, por exemplo, ainda está refém da situação.

Um ataque por ransomware acontece quando o acesso aos dados de servidores internos são restritos através de uma criptografia, até um “resgaste” ser pago para os responsáveis. Detalhes sobre como foi feito o ataque ou o que foi exigido não foram descritos.

 

Imagem: Reprodução/Toei Animation

A informação de que o estúdio Toei Animation sofreu um ataque foi anunciada no dia 11 de março, com um comunicando afirmando que no dia 6 do mesmo mês terceiros conseguiram entrar o sistema da empresa, fazendo-se necessário com que os servidores fossem totalmente desligados.

O ataque afetou o lançamento de novos episódios de One Piece, Delicious Party Precure, Digimon Ghost Game e Dragon Quest The Adventure of Dai. Recentemente foi confirmado que os quatro animês retornam com episódios inéditos nos dias 16 e 17 de abril.


Fonte: NHK via Crunchyroll


DIGIMON

Inspirado no popular Tamagotchi, Digimon surgiu em 1997 pela Bandai, como uma série de bichinhos virtuais que também podiam batalhar. Em 1999 a Toei Animation lançou uma série animada derivada, sob o título de Digimon Adventure.

Creditada a uma equipe criativa denominada como Akiyoshi Hongo, Digimon Adventure fez sucesso suficiente para render uma continuação no ano seguinte, com Digimon 02. Depois foi a vez de Digimon Tamers Digimon Frontier, séries que possuíam seus próprios enredos, sem dar continuidade às duas primeiras. Após uma pausa, o título voltou com mais uma série original em 2006, intitulada de Digimon Savers (Data Squad no Ocidente). Entre 2010 e 2012 foi a vez de Digimon Xros Wars (Fusion) e em 2016 chegou Digimon Universe: App Monsters.

Trazida ao Brasil como forma de contra-ataque à mania PokémonDigimon ganhou grande destaque na programação da Rede Globo a partir de julho de 2000, sendo exibido também pelo extinto canal pago Fox Kids. Dublada nos lendários estúdios da Herbert Richers, foi um enorme sucesso comercial, rendendo inúmeros produtos estampados com a marca, como materiais escolares, alimentos, revistas, jogos e brinquedos.

Parte dos episódios da 1ª série foi lançada em DVD pela Focus Filmes. Atualmente, pode ser vista na íntegra com a dublagem original pelo serviço de streaming Looke. Entre 2015 e 2018, uma série de 6 filmes foi lançada, trazendo os personagens da série original na adolescência. Chamada de Digimon Adventure tri., foi exibida aqui no Brasil com os filmes divididos em episódios de meia hora, através da Crunchyroll.

Em 2020, entrou no ar um reboot da série original, intitulado Digimon Andventure:. Logo após o fim do reboot, em 2021, veio Digimon Ghost Game, ainda no ar. Ambos estão disponíveis na Crunchyroll.


DRAGON QUEST: DAI

“Fly”

Dragon Quest é uma série de RPG da Square Enix, cujo primeiro título saiu em 1986 para o Famicon. Já Dragon Quest: The Adventure of Dai é originalmente um mangá seriado na Shonen Jump de 1989 a 1996, com 37 volumes compilados, inspirado nos jogos, com roteiro de Riku Sanjo e ilustrações de Koji Inada. A obra foi adaptada pela Toei Animation em uma animação de 46 episódios, exibida no Japão entre 1991 e 1992 (não cobrindo toda a história do mangá). A série também recebeu três filmes, com estreia em julho de 1991, março de 1992 e julho de 1992, respectivamente.

Em 2020, o remake produzido pela mesma Toei começou a ser exibido, alcançando partes que a primeira animação não antingiu (temos uma resenha de uma boa parte dos episódios aqui). No Brasil, este remake é transmitido pela Crunchyroll e o mangá original já teve o seu lançamento anunciado pela JBC.

O animê de 1991 veio para o Brasil sob o nome Fly, o Pequeno Guerreiro e foi exibido no SBT a partir de 1996. A história da série apresenta um garoto-órfão chamado Fly (Dai, no original), encontrado e adotado pelo monstrinho Blass na ilha Dermlin. O moleque passa a ser criado pelo monstro como se fosse seu neto, junto de Gome, uma criaturinha dourada em forma de gota com asas. A trama tem início quando Gome é raptado e Fly parte para resgatar seu amigo. Mais tarde, o pequeno valente conhece a bela Princesa Leona, filha única do Rei de Papunika, a qual lhe dá como lembrança a Adaga de Papunika, após ser salva por ele. Depois de descobrirem que o garoto possui uma estranha marca de dragão na testa, Fly recebe a visita do lendário Avan, um corajoso guerreiro que foi à Dermlin a mando do Rei para transformar o jovem num verdadeiro herói.

Em meio à sua longa jornada, Fly ganha a companhia de Pop e Maam, ambos também aprendizes de Avan. Além de fazer amigos, o garoto ainda tem de enfrentar os subordinados de Hadler, um demônio que fora derrotado anteriormente pelos “antigos heróis” (Avan incluso) e retornou para dominar o mundo graças aos poderes do “Grande Rei do Mal”.

Saiba mais sobre Fly – O Pequeno Guerreiro, em nossa matéria especial na J-Pédia.


ONE PIECE

One Piece é uma obra de autoria de Eiichiro Oda. O mangá original começou a ser publicado na revista Shonen Jump em julho de 1997 e tornou-se um fenômeno mundial. Na história, acompanhamos as aventuras do pirata Monkey D. Luffy e de sua tripulação, os Chapéus de Palha, que navegam o mundo à procura do “One Piece”, o tesouro perdido do antigo Rei dos Piratas, Gol D. Roger, enquanto enfrentam diversos piratas e o Governo Mundial.

No Brasil, o mangá foi publicado pela primeira vez no formato “meio-tanko” pela Conrad Editora, que interrompeu a publicação na 70° edição (correspondente à 2ª parte do volume 35 no original japonês). Em 2012, a série foi relançada pela Editora Panini, seguindo o formato original japonês, e conta atualmente com 99 volumes encadernados lançados (no Japão são 101 atualmente).

A versão em animê é produzida pelo estúdio Toei Animation (Dragon Ball Z) e exibida oficialmente via streaming pela Crunchyroll, com legendas em português, e na Netflix, com opção dublada.


PRETTY CURE

Precure

Imagem: Banner com as duas protagonistas de 'Futari wa Precure'.

A franquia Precure ou Pretty Cure começa com Futari wa PreCure em 2004, uma série produzida pela Toei Animation, criada por uma equipe criativa da empresa intitulada de Izumi Todo.

O sucesso dos 49 episódios fez com que não só uma sequência fosse produzida, como inaugurou uma das mais bem sucedidas franquias de garotas mágicas, com 15 séries diferentes divididas em 18 temporadas (Futari wa Precure e Yes! PreCure 5 tiveram sequências), vários filmes e produtos.

Já nos anos 2000, tentaram negociar a vinda da 1ª série Pretty Cure com canais de TV brasileiros, porém nenhuma emissora topou a exibição. Anos mais tarde, em 2015, a Saban Brands adquiriu os direitos para uma adaptação de Smile PreCure! (fase de 2012), fazendo uma série de edições, alterando nomes e trilha sonora para transformar o produto em Glitter Force.

Sob alvo de muitas críticas, o animê teve exibição exclusiva pela Netflix e ganhou um item bastante desagradável por aqui: uma dublagem em português feita fora do Brasil, além dos cortes criticados por todos os fãs da série internacionalmente.

Mesmo assim, a parceria com a Saban ainda rendeu a adaptação de mais uma temporada, com Glitter Force: Doki Doki (DokiDoki! PreCure), que até se salvou um pouco por aqui, com uma dublagem feita no Rio de Janeiro. Mas a essa altura a empresa de Haim Saban já não estava mais empenhada na marca, devolvendo-a para a Toei em 2017.

Healin’ Good foi a primeira série a chegar em simulcast (com atraso, mas foi) e trouxe a 15ª geração de heroínas. Já Tropical-Rouge, a 16ª geração, foi a primeira exibida do início ao fim em modelo simultâneo.

Delicious Party, a 17ª geração, traz uma temática gastronômica, com as Cure Precious, Cure Spicy e Cure Yum Yum, cujas identidades civis são Yui Nagomi, Kokone Fuwa e Ringa Hanamichi, respectivamente.

Os pais de Yui são donos de um restaurante de pratos feitos, já Kokone é filha de donos de um restaurante chique. Por fim, a família de Ringa possui uma casa de lámen. A série ainda não foi anunciada por nenhum streaming por aqui.

Para os mais interessados, temos um guia sobre a série aqui.

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